A recoabitação dos filhos e netos na perspectiva de idosas chefes de família
DOI:
https://doi.org/10.4013/ctc.2019.122.10Resumo
O aumento significativo da população idosa no Brasil e no mundo vem ocasionando mudanças na estrutura e na dinâmica das famílias, como o crescimento de lares com três ou mais gerações corresidindo. Nesse contexto, este estudo objetivou compreender como idosas, que são avós e residem em lares multigeracionais, a partir da recoabitação por parte dos filhos, vivenciam e percebem essa situação. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa da qual participaram nove idosas que responderam a um questionário sociodemográfico e a uma entrevista semiestruturada. A entrevista foi gravada, transcrita e, posteriormente, analisada segundo a técnica de análise de conteúdo temática. Os resultados apontaram que o principal motivo da recoabitação foi a separação ou divórcio dos filhos; a maioria das idosas nutria um sentimento de satisfação e conformidade com a recoabitação, devido à ideia de que a mãe deve sempre acolher seus filhos e netos; a recoabitação ocasionou mudanças, tanto na estrutura física da casa, como no dia a dia das idosas, com o acréscimo de afazeres domésticos e de compromissos no cuidado dos netos; a maioria das participantes se considerou a pessoa que estabelece as normas de funcionamento do lar. De maneira geral, notou-se a presença de sentimentos ambivalentes por parte dessas idosas, pois embora algumas se sentissem felizes com a companhia dos filhos e netos, outras demonstraram cansaço e mesmo revolta devido à sobrecarga de trabalho.
Palavras-chave: idosas; relação entre gerações; lares multigeracionais.
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