O republicanismo feminista na latinoamérica oitocentista

cultura impressa como modo de ocupação da esfera pública

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.4013/fsu.2026.272.05

Palabras clave:

republicanismo; feminismos; latinoamérica oitocentista; iluminismo; esfera pública

Resumen

A teoria republicana tradicional, inglesa e anglo-saxã, foi descrita por Jacqueline Broad (2021) e Lena Halldenius (2015) como historicamente centrada em experiências públicas masculinas e excludente às contribuições filosófico-políticas das mulheres. Argumentando a favor do Iluminismo Atlântico como horizonte teórico (Pugliese, 2026), este artigo defende a expansão geopolítica da teoria republicana com o objetivo de mostrar como os exemplos dos movimentos pré-republicanos da latinoamérica do século XIX permitem aprofundar criticamente as tensões entre os conceitos de liberdade positiva e negativa, ao mesmo tempo que introduzem novos elementos normativos — em especial, a centralidade do conceito de igualdade. A tese fundamental aqui defendida é que os jornais impressos são a fonte primária à qual devemos recorrer para encontrar a produção filosófica de mulheres latino-americanas, em especial suas contribuições para a teoria republicana clássica. Assim, examinando o modo de produção da filosofia política realizado por brasileiras, argentinas e mexicanas do século XIX (Duarte, 2017; Souto, 2022; Ramirez, 2023 e Rodríguez, 2025), sustento que a cultura impressa constitui uma esfera pública emergente (Morel, 2005) na latinoamérica, ocupada ativamente por essas pensadoras, que deve ser reconhecida como parte fundamental de sua agência política e de sua experiência teórico-filosófica.

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Publicado

2026-09-15

Cómo citar

PUGLIESE, Nastassja. O republicanismo feminista na latinoamérica oitocentista: cultura impressa como modo de ocupação da esfera pública. Filosofia Unisinos / Unisinos Journal of Philosophy, São Leopoldo, v. 27, n. 2, p. 1–16, 2026. DOI: 10.4013/fsu.2026.272.05. Disponível em: https://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28273. Acesso em: 17 sep. 2026.

Número

Sección

Artigos