Neotropical Biology and Conservation
https://www.revistas.unisinos.br/index.php/neotropical
<p><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Prezados leitores, autores e pareceristas:</span></span></p> <p><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">É com satisfação que informamos que a revista "Neotropical Biology and Conservation" foi publicada pela Editora Pensoft. Já em pleno funcionamento, a revista poderá ser acessada através do link abaixo:</span></span></p> <p><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">https://neotropical.pensoft.net/</span></span></p> <p><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Atenciosamente, os editores.</span></span></p>en-USNeotropical Biology and Conservation2236-3777<p>Concedo a Revista<strong> Neotropical Biology and Conservation</strong> o direito de primeira publicação da versão revisada do meu artigo, licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution (que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista).</p><p>Afirmo ainda que meu artigo não está sendo submetido a outra publicação e não foi publicado na íntegra em outro periódico e assumo total responsabilidade por sua originalidade, podendo incidir sobre mim eventuais encargos decorrentes de reivindicação, por parte de terceiros, em relação à autoria do mesmo.</p><p>Também aceito submeter o trabalho às normas de publicação da <strong>Revista Neotropical Biology and Conservation</strong> acima explicitadas.<br /><br /></p>Tendências temporais na literatura científica sobre a comunidade zooplanctônica
https://www.revistas.unisinos.br/index.php/neotropical/article/view/nbc.2018.134.01
<p>O zooplâncton desempenha um papel chave nas cadeias alimentares aquáticas. No presente estudo, nosso objetivo foi avaliar tendências dos estudos com zooplâncton na literatura científica entre 1991 e 2015 e também responder às seguintes questões: (i) O número de estudos aumentou? (ii) Quais são os principais países e revistas que publicam trabalhos científicos sobre zooplâncton? (iii) É possível identificar tendências temporais? Utilizamos a base de dados ISI Web of Science para encontrar artigos que tinham em seu título, resumo ou palavras-chave a expressão “<em>zooplankton</em>” ou seus grupos (“<em>copepods</em>”, “<em>cladocerans</em>”, “<em>rotifers</em>”, “<em>testate amoebae</em>”). O número de publicações com zooplâncton aumentou ao longo dos anos, mas, quando removemos o efeito do total de publicações, o número de publicações com copépodes diminuiu, enquanto as publicações sobre amebas testáceas aumentaram. O país que mais publicou trabalhos foi os EUA e a revista, Hydrobiologia. As palavras-chave formaram quatro grupos, evidenciando mudanças temporais no principal interesse dos estudos com comunidades zooplanctônicas. Os artigos mais antigos mostraram o interesse dos pesquisadores na descrição de espécies. Nos anos subsequentes, a principal preocupação foi também a análise descritiva, mas também a ecologia e outros aspectos. Recentemente, estudos relacionados com questões ambientais, preservação e sustentabilidade tornaram-se mais frequentes.</p><p><strong> Palavras-chave:</strong> revisão sistemática, interesse científico, limnologia, água, cadeia alimentar.</p>Carla Albuquerque SouzaLeonardo Fernandes GomesJoão Carlos NaboutLuiz Felipe Machado VelhoLudgero Cardoso Galli Vieira
Copyright (c)
2018-12-302018-12-3013427428610.4013/nbc.2018.134.01Determinação dos efeitos de dois suplementos alimentares em Drosophila melanogaster
https://www.revistas.unisinos.br/index.php/neotropical/article/view/nbc.2018.134.02
<p><em>Pleurotus </em>spp. são consideradas espécies de cogumelo extremamente ricas do ponto de vista nutricional, proporcionando reforço imunológico quando consumidas. No entanto, poucos cogumelos foram testados quanto à sua interferência fenotípica e genotípica em modelos animais para garantir a dosagem adequada para seu uso. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos de duas espécies de cogumelos sobre a capacidade reprodutiva de <em>Drosophila melanogaster</em>. <em>Pleurotus citrinopileatus Singer</em> e <em>Lentinus sajor-caju</em> (Fr.) Fr. foram fornecidos separadamente, em concentrações específicas, como suplementos alimentares às moscas da fruta. O número total de larvas, pupas e adultos desenvolvidos foram então avaliados para cada tratamento. Análises de marcadores moleculares do tipo Inter simple sequence repeats foram realizadas para inferir mudanças genotípicas nas moscas alimentadas com os cogumelos. Nossos resultados sugerem que <em>Pleurotus</em> spp. podem causar mudanças positivas na capacidade reprodutiva das moscas, uma vez que Pleurotus citrinopileatus, em particular, acelerou o ciclo de vida e revelou uma maior dissimilaridade genética das moscas suplementadas com esse fungo em sua dieta.</p><p><strong>Palavras-chave:</strong> moscas das frutas, estímulo reprodutivo, cogumelos comestíveis.</p>Sibele Marques BolsonRodrigo Paidano AlvesFilipe de Carvalho VictoriaKaenara Gomes MunhozJeferson Luis FrancoAntonoio Batista PereiraMargéli Pereira de Albuquerque
Copyright (c)
2018-12-302018-12-3013428729410.4013/nbc.2018.134.02Estrutura populacional e efeitos causados pela exótica invasora chapéu-de-sol sobre a vegetação autóctone de uma Restinga
https://www.revistas.unisinos.br/index.php/neotropical/article/view/nbc.2018.134.03
<p>Diante dos graves efeitos causados pelas invasões biológicas, este trabalho teve como objetivo avaliar a estrutura populacional e os impactos causados pela espécie exótica invasora <em>T. catappa</em> L. sobre a composição, riqueza e diversidade de plantas nativas. A área de estudo está localizada na praia de Atalaia, Aracaju, Sergipe, Nordeste do Brasil, e compreende uma área de Restinga. Para avaliar a estrutura populacional dessa espécie exótica invasora e seus impactos na biota, foram realizadas análises estatísticas pertinentes. Os resultados do estudo demonstraram que <em>T. catappa</em> apresenta densidade de 9.480 ind.ha-1, sendo 8.430 ind.ha-1 para regenerantes e 1.050 ind.ha-1 para adultos, e população autorregenerante. A riqueza média de espécies para áreas invadidas (I) e não invadidas (NI) foi de 6,1 ± 2,42 e 9,7 ± 2,45, respectivamente. A abundância média no NI foi de 1.057,6 ± 432,85 e 184,9 ± 126,66 para o I. A diversidade e a equabilidade foram 2,38 e 0,66 em I e 2,86 e 0,75 em NI, respectivamente. Assim, <em>T. catappa</em> causa impactos significativos na composição e riqueza de espécies, abundância e diversidade autóctone.</p><p><strong>Palavras-chave:</strong> invasão biológica, ecologia, impactos ambientais.</p>João Paulo Bispo SantosJuliano Ricardo Fabricante
Copyright (c)
2018-12-302018-12-3013429530210.4013/nbc.2018.134.03Variação sazonal na composição de taxocenoses de anuros (Amphibia) terrestres no sul do Brasil
https://www.revistas.unisinos.br/index.php/neotropical/article/view/nbc.2018.134.04
<p>A sazonalidade no clima pode alterar a qualidade e a disponibilidade de habitats dependendo do tipo de habitat. Neste trabalho, testamos a hipótese de que a estrutura taxonômica, funcional e filogenética da taxocenose de anuros florestais varia menos temporalmente do que a campestre. Monitoramos anuros utilizando armadilhas de interceptação e queda em duas áreas, amostradas ao longo de quatro estações de dois diferentes anos. Para a análise da composição funcional das taxocenoses de anuros, obtivemos informações de atributos morfológicos, reprodutivos e de uso de hábitat para representar o nicho das espécies de anuros. Para a análise da composição filogenética das taxocenoses, utilizamos a filogenia mais abrangente em número de espécies de anuros. Os resultados mostraram uma variação sazonal significativa na composição taxonômica e filogenética das taxocenoses. A variação na composição taxonômica foi maior no campo do que na floresta. A variação na composição filogenética foi maior na primavera-verão do que no outono-inverno. Não identificamos variação na composição funcional. As variações sazonais na composição taxonômica e filogenética, mas não na composição funcional, indicam que as espécies de anuros que variam em abundância ao longo das estações do ano possuem atributos de história de vida similares, mas pertencem a linhagens diferentes.</p><p><strong>Palavras-chave:</strong> atributos de anuros, beta diversidade temporal, Campos do Planalto Sul-Brasileiro, variabilidade do habitat, substituição temporal de espécies.</p>André Luís LuzaFernanda Anziliero GonçalvesNoeli Zanella
Copyright (c)
2018-12-302018-12-3013430331210.4013/nbc.2018.134.04Dieta e aspectos morfológicos de população de Pseudopaludicola pocoto (Anura: Leptodactylidae) do Nordeste brasileiro
https://www.revistas.unisinos.br/index.php/neotropical/article/view/nbc.2018.134.05
<p>Os recursos alimentares representam uma porção importante do nicho trófico, sendo um determinante importante na estruturação de comunidades em qualquer grupo filogenético. Dessa forma, objetivamos contribuir com informações ecológicas sobre a composição da dieta, amplitude de nicho trófico e tamanho corpóreo de <em>Pseudopaludicola</em> pocoto em uma área de Caatinga do nordeste brasileiro. As coletas foram realizadas durante as estações de seca (setembro de 2015) e chuvosa (fevereiro de 2016), quando foram coletados e analisados 120 espécimes de <em>P. pocoto</em>. Registramos a dieta do período seco composta por treze categorias de presas, sendo Coleoptera e Hemiptera as categorias de maior importância relativa. A amplitude de nicho trófico (Bsta = 0,18) indica que P. pocoto é consumidor especialista. Todos os indivíduos coletados durante a estação chuvosa não apresentaram conteúdo estomacal. Além disso, não foram observadas diferenças significativas entre os tamanhos corpóreos de machos e fêmeas. Futuros trabalhos que abordem a reprodução dessa espécie são estimulados, pois podem contribuir para a compreensão de fenômenos como a ausência de conteúdo estomacal durante o período reprodutivo e, por fim, comprovarem ou não a hipótese de estivação nessa espécie.</p><p><strong> Palavras-chave:</strong> anfíbios, sazonalidade, neotropical, tamanho corpóreo, dieta.</p>Charles de Sousa SilvaJosé Guilherme Gonçalves SousaYanne Feitosa LimaRobson Waldemar ÁvilaDrausio Honorio Morais
Copyright (c)
2018-12-302018-12-3013431332010.4013/nbc.2018.134.05100 artigos que devem/podem ser lidos realmente por todos os ecólogos?
https://www.revistas.unisinos.br/index.php/neotropical/article/view/nbc.2018.134.07
<p>Ler artigos científicos é uma atividade fundamental para os pesquisadores, não só para acompanhar os desenvolvimentos em seu campo de ação, mas também para saber sobre os ombros de que gigantes estão de pé. Nesse sentido, Courchamp e Bradshaw (2018) propuseram recentemente uma lista de 100 artigos seminais, considerados de suma importância na ecologia, que constituem uma lista geral de artigos que os novos ecologistas “devem ler”. Os autores falam metaforicamente da ecologia como uma parede de evidência publicada em constante construção. A fim de quantificar o nível de interferência da parede de pagamento no muro da ciência, aproveitamos a oportunidade dada pela lista de 100 artigos seminais e registramos quantos artigos estão disponíveis gratuitamente por meio da entidade editorial. Dos 100 artigos científicos propostos como os fundamentos do muro do conhecimento ecológico, 66 estão por trás do muro de pagamento, com um custo total de US $ 1.560. Esse muro de pagamento exacerba as assimetrias existentes na pesquisa ecológica entre pesquisadores de países desenvolvidos e do sul global. A diversidade na pesquisa, como nos sistemas ecológicos, é uma fonte de robustez. A publicação de artigos de alta qualidade em periódicos regionais de livre acesso e revisados por pares é uma maneira viável de avaliar coletivamente a ecologia do sul global e ajudar a minimizar as assimetrias existentes.</p><p><strong>Palavras-chave: </strong>ecologia, acesso à informação, muro de pagamento, desigualdade.</p>Luis OrlandoCarla Rivera-RebellaVerónica PinelliRamiro Pereira-GarberoDaniel HernandezEsteban OrtizLucía Ziegler
Copyright (c)
2018-12-302018-12-3013433433610.4013/nbc.2018.134.07Em que consiste o menu de Trachops cirrhosus (Chiroptera)? Uma revisão da dieta da espécie
https://www.revistas.unisinos.br/index.php/neotropical/article/view/nbc.2018.134.08
<p>Poucos dados estão disponíveis sobre a predação de anfíbios, répteis e mamíferos pelo morcego lábios-de-franja <em>Trachops cirrhosus</em> (Chiroptera: Phyllostomidae: Phyllostominae), em particular no Brasil, onde os estudos ecológicos dessa espécie ainda são incipientes. Este estudo apresenta uma visão geral dos dados disponíveis na literatura sobre a composição da dieta de <em>T. cirrhosus</em>, além de dados registrados em região semiárida. Os primeiros registros da predação dos anuros <em>Corythomanthis greeningi</em> (Hylidae), <em>Pleurodema diplolister</em> (Leiuperidae), <em>Proceratophrys cristiceps</em> (Cycloramphidae), <em>Dermatonotus muelleri </em>(Microhylidae), <em>Pipa carvalhoi</em> (Pipidae), <em>Leptodactylus </em>sp. (Leptodactylidae), dos lagartos <em>Vanzosaura rubricauda </em>(Gymnophytalmidae), <em>Hemidactylus mabouia</em> (Gekknonidae) e de um roedor da família Cricetidae são reportados. Insetos (33%) constituem o principal componente da dieta de <em>T. cirrhosus</em>, enquanto anfíbios contribuíram com 23% dos itens registrados, seguidos por aves (14%), mamíferos (10%), lagartos (8%) e invertebrados (8%). Essa diversidade de presas é típica de um predador generalista, que é relativamente pouco afetado pelas flutuações sazonais na disponibilidade de presas. Isso é especialmente importante no bioma da Caatinga semiárida, que está sujeita a períodos prolongados de seca que resultam em escassez de recursos alimentares.</p><p><strong>Palavras-chave:</strong> floresta tropical sazonalmente seca, herpetofauna, roedores, morcego de lábios de franja, relação predador presa.</p>Edson Silva Barbosa LealLeonardo da Silva ChavesJoão Gomes do Prado NetoPaulo Barros de Passos FilhoDaniel de Figueiredo RamalhoDeoclécio de Queiróz Guerra FilhoRachel Maria de Lyra-NevesWallace Rodrigues Telino-JúniorGeraldo Jorge Barbosa de Moura
Copyright (c)
2018-12-302018-12-3013433734610.4013/nbc.2018.134.08Casos de cuidado aloparental induzido em morcego-de-cauda-curta
https://www.revistas.unisinos.br/index.php/neotropical/article/view/nbc.2018.134.09
<p>O cuidado aloparental tem sido relatado em mais de 120 espécies de mamíferos. Aqui, descrevemos os primeiros casos observados de cuidado aloparental induzido no morcego- de-cauda-curta (<em>Carollia perspicillata</em>) na caverna Macaregua (Santander, Colômbia). Como parte de um estudo reprodutivo, indivíduos de <em>C. perspicillata</em> foram amostrados entre junho e agosto de 2015. Durante duas ocasiões distintas, observamos a disposição das fêmeas lactantes em aceitar e transportar filhotes abandonados após colocarmos uma fêmea e um filhote não parental juntos. Informações adicionais são necessárias para confirmar a capacidade de adoção do morcego-de-cauda-curta. Este é o primeiro registro de comportamento potencialmente cooperativo nessa espécie.</p><p><strong>Palavras-chave:</strong> cuidado aloparental, comportamento cooperativo, Chiroptera, Colômbia, fêmeas lactantes.</p>Dennis Castillo-FigueroaErin E. StukenholtzRichard D. StevensJairo Pérez-Torres
Copyright (c)
2018-12-302018-12-3013434734910.4013/nbc.2018.134.09A presença de ovos é uma questão relevante para predadores de ninhos de quelônios de água doce?
https://www.revistas.unisinos.br/index.php/neotropical/article/view/nbc.2018.134.10
<p>A predação é considerada um jogo entre dois jogadores – predador e presa –, no qual tal pressão pode afetar as interações, atuando na distribuição e abundância de presas e predadores. Neste trabalho, avaliamos se a taxa de predação em ninhos artificiais varia em função da presença de ovos. Nossa hipótese é que, devido às pistas (visuais e olfativas) de solo revolvido deixadas em ninhos recém construídos, os predadores atacam ninhos independentemente da presença de ovos. Para testar essa hipótese, utilizamos ovos de codorna e construímos 30 ninhos artificiais divididos em dois tratamentos (15 com ovos e 15 sem ovos) na ESEC Taim, Brasil, e verificamos os ninhos durante dois dias consecutivos. Identificamos possíveis predadores por meio de registro em armadilhas fotográficas instaladas próximas aos ninhos, associadas à identificação das pegadas nos ninhos perturbados. Identificamos altas taxas de predação em ambos os tratamentos, corroborando nossa hipótese. Identificamos <em>Cerdocyon thous</em> e <em>Lycalopex gymnocercus </em>como predadores mais frequentes. Nossos resultados sugerem que os ninhos de quelônios são altamente detectáveis por predadores e que as pistas de localização usadas pelos graxains para encontrar ninhos recém-construídos estão relacionadas com a perturbação do solo, e não com a presença de ovos nos ninhos.</p><p><strong>Palavras-chave:</strong> forrageamento, interação interespecífica, taxa de predação.</p>Giselle Xavier PerazzoDaiana Kaster GarcezClaudio Rossano Trindade TrindadeKarine Massia PereiraAlexandro Marques Tozetti
Copyright (c)
2018-12-302018-12-3013435035510.4013/nbc.2018.134.10Invasão biológica por Thespesia populnea em sítios sob influência fluviomarinha
https://www.revistas.unisinos.br/index.php/neotropical/article/view/nbc.2018.134.11
<p>O presente estudo objetivou relatar a invasão biológica por <em>Thespesia populnea</em> de sítios sob influência fluviomarinha e ambientes adjacentes do rio Sergipe, Aracaju, Sergipe, no Nordeste do Brasil, bem como avaliar a suscetibilidade de ocorrência da espécie em outras regiões do país. O local do estudo compreende uma área de mangue e locais adjacentes do rio Sergipe. Os focos de invasão de <em>T. populnea</em> foram obtidos por meio de caminhadas ao longo da extensão do sítio (busca ativa). Para avaliar a suscetibilidade de ocorrência da espécie no Brasil, foi realizada uma análise de modelagem de nicho ecológico. A invasão da espécie foi registrada em vários pontos da área de estudo, com as maiores concentrações nos locais mais degradados. Os resultados da análise de modelagem demonstram alta a extremamente alta suscetibilidade à ocorrência (invasão biológica) da espécie em várias partes do país. Os atributos da espécie, as observações in situ e os resultados da análise de modelagem sugerem a necessidade de controlar <em>T. populnea</em> na área de estudo e a proibição de seu plantio no território brasileiro.</p><p><strong>Palavras-chave:</strong> exótica invasora, análise de modelagem, manguezal.</p>João Paulo Bispo SantosJuliano Ricardo Fabricante
Copyright (c)
2018-12-302018-12-3013435636010.4013/nbc.2018.134.11Dendrocronologia e clima na Floresta Atlântica brasileira: quais espécies, onde e como
https://www.revistas.unisinos.br/index.php/neotropical/article/view/nbc.2018.134.06
<p>A dendrocronologia aumentou notavelmente nas regiões tropicais durante as últimas décadas e alguns padrões gerais podem emergir de análises abrangentes de estudos de caso. Aqui, investigamos as contribuições da dendrocronologia para a bioclimatologia de espécies arbóreas na Floresta Atlântica brasileira (FA). Perguntamos: Quais espécies e locais dispõem de séries de anéis de crescimento codatáveis adequadas para inferência bioclimática? Quais são os métodos de amostragem e análise aplicados? O que esses estudos dizem sobre a sensibilidade do crescimento das plantas às condições climáticas? Quais lacunas de conhecimento podem ser identificadas? Para isso, buscamos artigos abordando as relações clima-crescimento por meio de cronologias de anéis. Encontramos 11 artigos, cobrindo 16 cronologias de 10 espécies. O número médio de árvores nas cronologias foi de 16 indivíduos. Oitenta e sete por cento das cronologias sugeriram um sinal positivo de precipitação e algum sinal positivo de temperatura foi identificado em todas as cronologias comparadas às séries mensais ou sazonais de temperatura. Os resultados são apoiados pela literatura especializada, que aponta a influência da precipitação nos trópicos. Entretanto, tirar conclusões mais sólidas sobre o papel do clima no crescimento de espécies arbóreas da FA exigirá maiores esforços no levantamento da diversidade da arbórea e no desenvolvimento de rigorosas cronologias codatadas.</p><p><strong>Palavras-chave: </strong>floresta subtropical, floresta tropical, parâmetros dendrocronológicos, relação clima-crescimento.</p>Cláudia FontanaGabriela Reis-AvilaCristina NabaisPaulo Cesar BotossoJuliano Morales Oliveira
Copyright (c)
2018-12-302018-12-3013432133310.4013/nbc.2018.134.06