https://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/issue/feedFilosofia Unisinos2026-05-07T19:25:38-03:00Inácio Helferhelfer@unisinos.brOpen Journal Systems<p>A revista <strong><em>Filosofia Unisinos</em></strong> é uma publicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, com periodicidade de três fascículos por ano de forma continuada, e tem como objetivo principal publicar artigos originais de pesquisadores brasileiros e estrangeiros. A política editorial segue a comunicação de pesquisa no <em>modus operandi</em> de Ciência Aberta. Textos podem ser redigidos em português, inglês ou espanhol.<span style="font-size: 0.875rem; font-family: 'Noto Sans', 'Noto Kufi Arabic', -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif;"> </span><span style="font-family: 'Noto Sans', 'Noto Kufi Arabic', -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif; font-size: 0.875rem;">Qualis/Capes A1.</span></p>https://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28453O transumanismo e a filosofia da técnica de Ortega y Gasset2025-11-14T08:50:01-03:00Angela Luzia Mirandaangelalmiranda@gmail.com<div class="page" title="Page 1"> <div class="section"> <div class="layoutArea"> <div class="column"> <p>Propõe-se analisar o transumanismo, considerando as possíveis contribuições oriundas da filosofia da técnica de Ortega y Gasset. Conjectura- se que no cerne do pensamento orteguiano, no que diz respeito à relação entre o homem e a técnica, encontra-se a gênese do transumanismo como corrente filosófica surgida em nossa época. Em outros termos, é propósito deste estudo demonstrar como a filosofia da técnica, presente no pensamento de Ortega y Gasset no século XX, pode contribuir para a fundamentação filosófica do transumanismo do tempo presente, especialmente o transumanismo tecnológico. Para tanto, será apresentada as concepções orteguianas sobre o sentido da técnica, considerando suas implicações e imbricações na configuração do transumanismo, que culmina com a principal tese apresentada neste estudo: o transumanismo tecnológico, em seu sentido histórico, seria, pois, a própria fatalidade da condição humana no mundo a modo orteguiano. Ainda que observada essa estreita aproximação, o artigo conclui identificando o que distancia Ortega de certas tendências atuais do transumanismo.</p> </div> </div> </div> </div>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Angela Luzia Mirandahttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28540Deleuze para além do deleuzismo2025-11-24T15:43:27-03:00Christian Fernando Ribeiro Guimarães Vincivinci@unicamp.br<div class="page" title="Page 1"> <div class="section"> <div class="layoutArea"> <div class="column"> <p>Este ensaio discute elementos do deleuzismo, entendido como uma linguagem marcada por uma forma reducionista de apropriação do aparato conceitual de Gilles Deleuze, escrito ou não em parceria com Félix Guattari. Essa linguagem, ao buscar tornar operável esse aparato, tende a transmutar conceitos dinâmicos em palavras de ordem estáticas, esvaziando seu potencial criativo e crítico. O ensaio propõe, assim, refletir sobre modos de operar com os conceitos deleuzianos e/ou deleuzo-guattarianos que escapem às capturas estilísticas do deleuzismo. Para tanto, apresenta uma discussão sobre a dimensão problemática do conceito em Deleuze e Deleuze-Guattari, em articulação com a demanda por uma leitura em intensidade. Não se trata de oferecer um guia de leitura ou um manual metodológico, mas de fomentar uma desconfiança ativa diante de apropriações caricatas e/ou modismos, a fim de reconduzir o pensamento deleuziano à sua potência inventiva e política.</p> </div> </div> </div> </div>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Christian Fernando Ribeiro Guimarães Vincihttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28647Wittgenstein e o ceticismo2025-09-15T23:13:39-03:00Daniel Tempdanieltemp2@gmail.com<div class="page" title="Page 1"> <div class="section"> <div class="layoutArea"> <div class="column"> <p>O artigo sustenta a ideia de que Wittgenstein, apesar das reservas, ainda assim considera haver uma espécie de verdade no ceticismo. Para tanto, parte-se do pressuposto de que olhar para o texto de Sobre a certeza será instrutivo a fim de elucidar no que exatamente consiste e qual o significado desta pretensa verdade.</p> </div> </div> </div> </div>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Daniel Temphttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28130Técnica e idolatría: la inmolación del sujeto ante el ídolo técnico en la filosofía de Günther Anders2025-06-04T15:00:01-03:00David Solís-Novadsolis@ucsc.clAndrea Báez-Alarcónabaez@ucsc.clIgnacio Miralbellimiralbe@ucsc.cl<div class="page" title="Page 1"> <div class="section"> <div class="layoutArea"> <div class="column"> <p>El filósofo Günther Anders advirtió las consecuencias antropológicas de una técnica de creciente autonomía y de un individuo cada vez más inhibido para imponer sus orientaciones morales y políticas al derrotero histórico. En este trabajo se investiga la existencia en la obra de Anders de una comprensión que hace equivalentes la relación entre el sujeto y la técnica actual y la interacción entre el idólatra y el ídolo de la religiosidad pagana. A partir de una definición de idolatría, se indaga la presencia de las notas definitorias de la relación idolátrica en la descripción que el filósofo realiza de la humanidad contemporánea que interactúa con su mundo de aparatos. La hipótesis de trabajo es que Anders, efectivamente, tiene una comprensión de la técnica como una continuadora, de alguna manera, de la religiosidad idolátrica. Además, el ídolo técnico andersiano exigiría de sus devotos especiales formas de sacrificio que van en la dirección de una inmolación total del sujeto. Finalmente, se expondrán las posibles alternativas morales que, según el filósofo, la humanidad todavía posee ante este escenario.</p> </div> </div> </div> </div>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 David Solís-Nova, Andrea Báez-Alarcón, Ignacio Miralbellhttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/27894Reconstrução racional do racionalismo crítico popperiano2025-05-19T15:13:53-03:00Jojomar da Silvajojomarls@gmail.comAna Carolina Leistercarolina.leister@unifesp.brJosé Raymundo Novaes Chiappinchiappin@usp.br<div class="page" title="Page 1"> <div class="section"> <div class="layoutArea"> <div class="column"> <p>Este artigo constitui o primeiro de dois trabalhos que procedem à reconstrução racional da concepção popperiana da ciência identificando-a como uma das teorias da série que compõe o programa racionalista do conhecimento. Como uma teoria tardia desse programa, a quantidade e a envergadura de problemas deixados como herança para ela é considerável, os quais, porém, são resolvidos no interior de uma matriz conceitual um tanto quanto rebuscada, em que compromissos de várias ordens confluem. No presente trabalho, destacamos como teses de natureza axiológica se conectam e inspiram teses de ordem ontológica para edificar uma epistemologia sem recorrer a qualquer forma de dogmatismo científico ou filosófico, o que conduz, aparentemente de maneira contraditória, a uma visão normativa sobre a práxis científica. Para isso, uma ferramenta metodológica – a metodologia da teoria da ciência – mostra- se de grande valia para definir e encalçar a dinâmica desses compromissos. Subsidiariamente, mostraremos como a proposta popperiana comporta, por um lado, uma radicalização de tendências modernas, como a ontologização da epistemologia, sem cair, por outro, no esvaziamento da verdade como consistência.</p> </div> </div> </div> </div> <p class="western"> </p>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 JOJOMAR DA SILVA, Ana Carolina Leister, José Raymundo Novaes Chiappinhttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/27669Meta-fundamento e amalgamação2025-07-18T07:55:29-03:00Oleh Bondarolegbondarb581@gmail.com<p>Recentemente, houve várias tentativas (Rabin; Rabern, 2016; Litland, 2018; Berker, 2018) de mostrar que existem alguns casos em que um fato da forma [P fundamenta Q] pode ele próprio ser um fundamento de Q. Neste artigo, considerarei a ideia de que podemos demonstrar que o fato de que P fundamenta Q pode ser um fundamento de Q ao abandonar (Amalgamação) (se P fundamenta Q e R fundamenta Q, então (P & R) fundamenta Q). Argumentarei que, se P e R são fatos distintos tais que P é um fundamento completo de R, então a relação de fundamentação é amalgamante. Mostrarei também que existem casos em que temos que [P fundamenta Q] fundamenta Q, e ainda assim esse fato não valida a tese amplamente aceita de que P é um fundamento de [P fundamenta Q].</p>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Oleh Bondarhttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28417Aporofobia2025-05-12T22:11:05-03:00Pedro Jesus Perez ZafrillaP.Jesus.Perez@uv.es<p>Este artículo tiene como objetivo profundizar en el fenómeno de la aporofobia. En primer lugar, expongo los fundamentos neuroéticos que sustentan el planteamiento de Adela Cortina sobre este concepto y que clarifican el sentido real de la aporofobia. Seguidamente, desgrano una serie de tesis que se derivan del fenómeno de la aporofobia: <em>1)</em> la aporofobia invisibiliza el valor inherente de la persona; <em>2) </em>todos somos aporófobos; <em>3)</em> todos podemos ser pobres; y <em>4)</em> la aporofobia tiene una naturaleza dialéctica. Estas derivadas revelan el carácter radical de esta patología social y sus implicaciones sobre la naturaleza humana. Sobre esta base, a continuación, desarrollo una interpretación de la aporofobia desde la psicología del estatus que abre este fenómeno a la perspectiva del pobre. El pobre, en situaciones de aporofobia, protege su estatus. Finalmente, expongo cómo esa protección del estatus que realiza el pobre puede explicarse desde el pensamiento de Rousseau y se ve reflejada en un pasaje evangélico y en una obra de Pirandello. </p>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Pedro Jesus Perez Zafrillahttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28366Revisão, crítica e princípios para uma resposta alternativa sobre o fundamental da demonstração aristotélica do Princípio de Não-Contradição (PNC) no horizonte da significação2025-04-16T17:20:29-03:00Rafael Adolfofilosofiara@gmail.com<p>Um dos problemas concernentes à defesa aristotélica do Princípio de Não-Contradição (PNC) em Metafísica Γ4 é a localização da condição básica desde a qual Aristóteles refuta os adversários desse princípio. O resultado esperado do cumprimento dessa condição básica é a obtenção de algo determinado (ὡρισμένον), a evidência primária da validade do PNC (1006a24-26). Desse modo, o objetivo do presente artigo é apresentar as ideias básicas de um grupo de autores (Aubenque, Cassin, Zingano e Zillig) que, com razão, situa a resposta a esse problema nas perspectivas da compreensão aristotélica da linguagem significativa – <em>dizer algo</em> (μόνον τι λέγῃ) (1006a12-13). Buscaremos evidenciar que todos eles tendem fornecer tal resposta com base na análise do aspecto externo do discurso recíproco – dizer algo a outrem (ἄλλῳ) (1006a23-24;1006b10). No entanto, apresentaremos os limites dessa interpretação e algumas razões para a defesa de uma resposta sobre o fundamental da demonstração aristotélica do PNC a partir de uma análise do discurso interno – dizer algo para si (αὑτῷ) (1006a23;1006b11).</p>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Rafael Adolfohttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28461O alcance e os limites da imersão imaginativa na cognição religiosa2025-06-03T16:13:17-03:00Vladimir Vujoševićvlvujosevic@gmail.com<div class="page" title="Page 1"> <div class="section"> <div class="layoutArea"> <div class="column"> <p>A recente Tese da Imaginação (TI), de Neil Van Leeuwen, propõe que afirmações religiosas geralmente funcionam não como crenças factuais sobre o mundo, mas como atos distintos de imaginação. Neste artigo, primeiro reconstruímos os argumentos que sustentam a TI e, em seguida, examinamos suas limitações na explicação de aspectos cruciais da cognição religiosa. Por fim, propomos um modelo alternative, a Tese do Suporte Imaginativo (TSI), que busca preservar o papel essencial da imaginação sem deixar de dar conta da complexidade epistêmica das afirmações religiosas sinceras. Argumenta-se que a TSI apresenta certas vantagens em relação tanto ao modelo tradicional baseado em crença quanto à TI, ao oferecer uma explicação mais nuançada da cognição religiosa.</p> </div> </div> </div> </div>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Vladimir Vujoševićhttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28403Aristóteles sobre o ser humano como um ΕΙΔΟΣ e uma coleção de ΕΙΔH2025-05-12T17:00:09-03:00Xinkai Huxkhu@seu.edu.cn<p>Este artigo concentra-se na questão central sobre o eîdos humano na filosofia natural e política de Aristóteles: o eîdos humano é divisível ou indivisível para Aristóteles? Se o eîdos humano é divisível, por que Aristóteles afirma que o ser humano é um échaton eîdos, que não admite diferenciação? Mas, se é indivisível, por que Aristóteles afirma que a cidade é composta por seres humanos que “diferem em eîdos”? Respondo a essa questão distinguindo dois tipos de eîdos humano como atualidade em Aristóteles: o eîdos humano como primeira atualidade (eîdos humano<sub>A1</sub>) e o eîdos humano como segunda atualidade (eîdos humano<sub>A2</sub>). Argumento que o eîdos humano, no sentido de eîdos humano<sub>A1</sub>, é indivisível para Aristóteles, mas, no sentido de eîdos humano<sub>A2</sub>, pode ser dividido em múltiplos eidē, que se manifestam em diversas funções humanas e modos de vida.</p>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Xinkai Huhttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28441A pesquisa sobre Hegel começa com Wilhelm Dilthey? Norbert Waszek 2025-06-11T14:39:07-03:00Hernandez Eichenbergerjarivaway@gmail.com<p>O artigo se propõe a rastrear a influência de Dilthey na <em>Hegel-Forschung</em>. Após mostrar como as concepções de Dilthey, sobretudo a noção de “arquivo”, foram centrais na formação da pesquisa sobre Hegel e mesmo na instituição do Arquivo Hegel, o texto avalia as concepções de Dilthey em três pontos, a saber, a abordagem histórica e de desenvolvimento, a interdisciplinaridade e a noção de contexto. Por fim, é elaborada uma nota crítica.</p>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Hernandez Eichenbergerhttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/29300Apresentação2026-03-04T11:00:26-03:00Inácio Helferhelfer@unisinos.brLeonardo Marques Kusslerleonardo.kussler@gmail.comLuis Miguel Rechiki Meirellesluismiguelmeirelles@gmail.com2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Inácio Helferhttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28345O monismo transcendentalista de Anne Conway2025-04-30T17:22:21-03:00Lucas Lazzarettilucasplazzaretti@hotmail.com<p>Em seu breve tratado <em>Os Princípios da Mais Antiga e da Mais Recente Filosofia</em> a filósofa britânica Anne Conway apresenta uma proposta ontológica que visa lidar com o problema do dualismo entre espírito e matéria. Tecendo críticas à filosofia de Descartes, Hobbes e em partes à filosofia escolástica, Conway introduz uma ontologia composta por três elementos: Deus, Mediação e Criatura. Em sua tese, os três elementos formam parte de uma mesma substância, diferenciados como modos de ser. Geralmente referida como uma filósofa monista e/ou vitalista, Conway tenta superar a separação entre corpo e espírito por meio de uma atribuição de igualdade entre os termos dessa dualidade. Em geral, as atribuições de monismo consideram sobretudo a parte das criaturas e não buscam englobar o todo de sua ontologia. O presente artigo visa indicar que, se considerado todo o sistema filosófico apresentado por Conway, então sua ontologia pode ser tomada como a de um monismo transcendentalista.</p>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Lucas Lazzarettihttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28346Acrescentando nomes, agitando a história2025-04-30T17:31:31-03:00Teresa Rodriguezmaterogo@gmail.com<p>Neste artigo, defendo a inclusão dos nomes de mulheres na história da filosofia, enfatizando a nomeação como um passo crucial para recuperar e reconhecer as contribuições de filósofas historicamente marginalizadas. Inspirando-me na estratégia de "adicionar e misturar" de Sarah Hutton, sugiro que o simples ato de nomear filósofas é essencial para sua recuperação, mesmo quando suas obras foram perdidas ou esquecidas. Introduzo o conceito de "antionomastica" para estudar o apagamento deliberado de nomes, contrastando-o com uma "onomástica filosófica", que se concentra na recuperação e preservação desses nomes. Usando essa estrutura, examino a omissão de filósofas na história da filosofia mexicana, argumentando que reconhecer e preservar os nomes das mulheres não é apenas um ato de recuperação, mas também um precursor necessário para sua inclusão em narrativas históricas. Por meio de um estudo de caso sobre Laureana Wright, feminista, pensadora e jornalista mexicana do século XIX, mostro a importância dos registros biográficos na onomástica filosófica. O trabalho biográfico de Wright sobre mulheres mexicanas notáveis, juntamente com sua própria biografia e ensaios, exemplifica como essa estratégia pode ser aplicada eficazmente no contexto mexicano para garantir a visibilidade e o reconhecimento das contribuições das mulheres para a filosofia.</p>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Teresa Rodriguezhttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28546Repensar el canon filosófico y la práctica de la filosofía2025-06-29T11:12:32-03:00Sofía Calventevicentesofia@yahoo.com.arNatalia Lerussinatalialerussi@gmail.comJimena Soléjime.sole@gmail.comNatalia Stroknatiska@gmail.com<p>Los días 2 y 3 de agosto de 2023, en el marco del XIX Congreso “Feminismos hoy…” organizado por la FFyL (UBA) y la IAWPh, se realizaron dos sesiones plenarias tituladas “Repensar el canon filosófico y la práctica de la filosofía”. Se invitó a seis destacadas filósofas (Mary Ellen Waithe, Virginia López Domínguez, Nastassja Pugliese, Ruth Hagengruber, Carolina Araújo y Silvia Manzo) a reflexionar sobre la transformación del canon filosófico, sus desafíos y su impacto en la práctica filosófica, en conexión con sus propias trayectorias personales y profesionales. Las intervenciones de las panelistas, que aquí ofrecemos por primera vez traducidas al español, constituyen un documento que consideramos fundamental para promover academias más justas, democráticas y libres de sesgos, y para poner en evidencia la relevancia política e historiográfica de integrar a las mujeres en la historia del pensamiento.</p>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Sofía Calvente, Natalia Lerussi, Jimena Solé, Natalia Strokhttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28552Van Rensselaer Potter e a bioética global2026-01-20T13:32:46-03:00Anor Sganzerlaanor.sganzerla@gmail.comDiego Carlos Zanelladiego.zanella@gmail.comBruno Henrique do Rosário Xavierbrunohrxavier@gmail.com<p>O nascimento da bioética, segundo Van Rensselaer Potter, ocorre nos limites de uma tradição ética centrada nos interesses humanos imediatos, desatenta à interdependência entre humanidade e natureza. Ampliar essa dimensão ética para garantir a continuidade da vida e da saúde da biosfera futuras constitui, nesse contexto, um dos principais desafios contemporâneos. Este trabalho objetiva compreender como a concepção de bioética global de Potter, enquanto uma nova ética fundamentada na biologia, pode orientar a formulação de políticas públicas sustentáveis voltadas à saúde planetária. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de caráter analítico-reflexivo. Em um primeiro momento, examinam-se as principais características da ética proposta por Potter; em seguida, analisa-se como seus fundamentos podem subsidiar a elaboração de políticas públicas ambientalmente responsáveis. Conclui-se que a bioética global oferece bases conceituais relevantes para a construção de políticas públicas voltadas à sustentabilidade planetária. Entre essas bases, destacam-se: a preocupação com as consequências de longo prazo das ações humanas; a redefinição do lugar do humano na biosfera como membro de uma comunidade biótica e não mais como dominador da natureza; a responsabilidade intergeracional em relação à qualidade de vida das futuras gerações; e a articulação entre ciência, ética e sustentabilidade, voltada à preservação da vida no planeta.</p>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Anor Sganzerla, Diego Carlos Zanella, Bruno Henrique do Rosário Xavierhttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28634Para uma nova filosofia da medicina2025-07-31T09:44:26-03:00Darlei Dall'Agnolddarlei@yahoo.com<p>Neste artigo, argumento que a Medicina Baseada em Evidências (EBM) e a Medicina Centrada no Paciente (PCM) são normalmente vistas como incompatíveis, mas se evitarmos os problemas filosóficos de ambos os lados (por exemplo, o reducionismo da EBM e o inflacionismo da PCM), elas podem ser consideradas complementares. Após examinar os principais componentes da EBM e da PCM, propus uma nova filosofia da medicina capaz de demonstrar que a medicina é uma prática social tridimensional composta por conhecimento científico (<em>epistemē</em>), habilidades profissionais (<em>technē</em>) e valores objetivos (<em>ethikē</em>). Denomino essa abordagem de “Integral Philosophy of Medicine” (IPMed) e aqui detalharei alguns de seus princípios.</p>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Darlei Dall'Agnolhttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28715Desigualdade e incerteza ex ante e ex post na alocação de recursos em pandemia2025-09-16T00:24:11-03:00Fernando Mauricio da Silvafernando.silva@fmpsc.edu.br<p>Pretendemos mostrar como modelos de triagem médica para priorização de pacientes em pandemia não pode limitar-se à avaliação e predição dos resultados totais associados apenas ao risco e a perspectiva dos benefícios, tanto por razões de incerteza preditiva quanto por quesitos de equidade. Começa-se distinguindo dois usos da triagem <em>ex ante</em> e <em>ex</em> <em>post</em>, em seguida mostra-se como esses termos associam-se a um pluralismo de valores nas pretensões de igualdade de tratamento, de que modo a importância de diminuir a desigualdade associa-se a de diminuir as incerteza e, enfim, como esses valores são enquadrados e não reduzidos à avaliações centradas nos valores esperados <em>ex ante</em> ou <em>ex post</em>.</p>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 fernando mauricio da Silvahttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28505Para além da exclusão2025-10-15T14:34:58-03:00Francisco Blanco Brotonsfrblanco@ucm.es<p>Este texto oferece uma crítica às concepções tradicionais de justiça, que tendem a enquadrar as injustiças experimentadas pelos migrantes principalmente em termos de sua exclusão das comunidades políticas nas quais buscam ingressar. Ele desafia a suposição fundamental que sustenta o discurso da exclusão, a saber, a de que uma distinção clara e definitiva pode ser traçada entre “de dentro” (insiders) e “de fora” (outsiders). Em contraste, a noção de incorporação adversa é defendida como uma ferramenta analítica mais adequada, revelando como os migrantes, em vez de serem simplesmente excluídos, são incorporados em estruturas econômicas e políticas transnacionais de maneiras subordinadas, exploradas e precárias. O texto propõe uma reinterpretação de como as comunidades políticas são delimitadas, incentivando um afastamento da ideia de fronteiras como linhas fixas nas bordas dos Estados e avançando em direção a uma compreensão das fronteiras como sistemas complexos inseridos em todo o tecido social, sistemas que são fundamentais para a construção do nosso atual mundo capitalista global. Argumenta-se que alcançar essa mudança conceitual requer a incorporação de múltiplas noções de espaço e tempo em nossas análises dos limites territoriais das comunidades políticas.</p>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Francisco Blanco Brotonshttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/29179Enfrentando riscos globais por meio de mitigação ante factum e post factum2026-02-08T18:00:12-03:00Marcelo de Araujomarceloaraujo@direito.ufrj.brPedro Fior pefimoan@gmail.comAlessandra Moraes de Sousaalessandra.m.s@gmail.com<p>O termo mitigação desempenha um papel central tanto nos debates sobre mudança climática quanto sobre pandemias, ainda que seja utilizado com significados marcadamente distintos — e frequentemente confundidos — entre esses domínios. Este artigo oferece uma análise conceitual sistemática da mitigação ao distinguir entre mitigação <em>ante factum</em> e mitigação <em>post factum</em>. A mitigação <em>ante factum</em> refere-se a medidas voltadas a reduzir a probabilidade de que um evento danoso ocorra, ao passo que a mitigação <em>post factum</em> diz respeito a esforços para prevenir as piores consequências de um evento que já se concretizou. Com base na história da ética climática, o artigo mostra como ambiguidades iniciais em torno de mitigação, adaptação e prevenção reapareceram na ética das pandemias, especialmente antes e durante a pandemia de COVID-19. A análise demonstra que grande parte da confusão em debates políticos e éticos decorre de mudanças no objeto da mitigação, e não de desacordos substantivos quanto aos objetivos. Esclarecer essas distinções é essencial para avaliar a preparação, a resposta e a responsabilidade na governança de riscos globais. O artigo conclui que a precisão conceitual em relação à mitigação é indispensável para uma análise ética coerente e para a formulação de políticas eficazes tanto no contexto climático quanto no de pandemias.</p>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Marcelo de Araujo, Pedro Fior Mota de Andrade, Alessandra Moraes de Sousahttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28645O conhecimento circula? 2025-08-06T00:24:48-03:00Marco Antonio Azevedomazevedogtalk@gmail.com<p style="margin: 0cm; text-align: justify;"><span style="color: black;">A afirmação de que o conhecimento científico não pode ser analisado exaustivamente como um estado mental individual ganhou destaque na epistemologia social recente. Este artigo avança essa afirmação examinando casos empíricos e dialogando criticamente com uma proposta recente para reconciliar as duas principais concepções contemporâneas de justificação epistêmica: o confiabilismo e o evidencialismo. Defendo uma concepção de conhecimento como um estado epistêmico socialmente inserido, que se alinha com as intuições comuns nos casos em que os indivíduos não possuem o acesso justificatório exigido pela concepção clássica de conhecimento como crença verdadeira justificada. Com base na teoria dos coletivos de pensamento de Ludwik Fleck, examino as mudanças de posição em relação à eficácia das máscaras de tecido durante a pandemia de COVID-19 para ilustrar como o conhecimento científico é historicamente situado, dinamicamente mantido e circula bidirecionalmente entre comunidades esotéricas e exotérmicas. A discussão conclui com observações exploratórias sobre a dependência metafísica dos estados de conhecimento individuais em relação às suas contrapartes coletivas.</span></p>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Marco Antonio Azevedohttps://www.revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28493Justiça climática, emissões decorrentes da mudança no uso da terra e saúde global2026-02-04T09:31:46-03:00Milene Consenso Tonettomitonetto@yahoo.com.br<p style="margin: 0cm; text-align: justify;">A mudança climática é um dos desafios globais mais urgentes, exigindo compromissos éticos robustos para enfrentar seus riscos ambientais e de saúde interconectados. No Brasil, a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa é o setor de uso da terra, mudança no uso da terra e florestas (LULUCF), particularmente o desmatamento na Floresta Amazônica. Isso não apenas acelera o aquecimento global, mas também aumenta o risco de epidemias e de transbordamentos de doenças infecciosas, conforme destacado pelo IPCC em 2023. À medida que o orçamento global de carbono se reduz rapidamente, torna-se cada vez mais evidente a necessidade de uma ação climática urgente e equitativa, especialmente em países como o Brasil. Este artigo propõe um modelo híbrido de responsabilidade que incorpora três considerações centrais: as emissões históricas (o princípio do poluidor-pagador), a capacidade nacional de agir (capacidade de pagamento) e o imperativo ético de proteger a biodiversidade, particularmente devido ao seu papel na prevenção de futuros riscos pandêmicos. Embora fundamentado no princípio das Responsabilidades Comuns, mas Diferenciadas e das Respectivas Capacidades (CBDR-RC), esse modelo oferece uma estrutura mais justa e prática para orientar tanto os esforços de mitigação quanto de adaptação. O papel dual do Brasil, como grande emissor devido ao desmatamento e como guardião crucial da biodiversidade global, exige políticas climáticas que sejam eticamente robustas e ecologicamente informadas. Em consonância com a abordagem One Health, que enfatiza a interdependência entre a saúde humana, animal e dos ecossistemas, este artigo examina a atual crise de desmatamento na Amazônia brasileira como um estudo de caso na distribuição justa das responsabilidades climáticas globais.</p>2026-05-07T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Milene Consenso Tonetto