Enfrentando riscos globais por meio de mitigação ante factum e post factum
diferentes significados do termo mitigação nos debates sobre clima e pandemia
DOI:
https://doi.org/10.4013/fsu.2026.271.15Palavras-chave:
mudança climática, pandemias, mitigação ante factum, mitigação post factum, adaptação, prevenção.Resumo
O termo mitigação desempenha um papel central tanto nos debates sobre mudança climática quanto sobre pandemias, ainda que seja utilizado com significados marcadamente distintos — e frequentemente confundidos — entre esses domínios. Este artigo oferece uma análise conceitual sistemática da mitigação ao distinguir entre mitigação ante factum e mitigação post factum. A mitigação ante factum refere-se a medidas voltadas a reduzir a probabilidade de que um evento danoso ocorra, ao passo que a mitigação post factum diz respeito a esforços para prevenir as piores consequências de um evento que já se concretizou. Com base na história da ética climática, o artigo mostra como ambiguidades iniciais em torno de mitigação, adaptação e prevenção reapareceram na ética das pandemias, especialmente antes e durante a pandemia de COVID-19. A análise demonstra que grande parte da confusão em debates políticos e éticos decorre de mudanças no objeto da mitigação, e não de desacordos substantivos quanto aos objetivos. Esclarecer essas distinções é essencial para avaliar a preparação, a resposta e a responsabilidade na governança de riscos globais. O artigo conclui que a precisão conceitual em relação à mitigação é indispensável para uma análise ética coerente e para a formulação de políticas eficazes tanto no contexto climático quanto no de pandemias.
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