O conhecimento circula?
Fleck, o confiabilismo e o status social do conhecimento
DOI:
https://doi.org/10.4013/fsu.2026.271.16Palavras-chave:
epistemologia social; confiabilismo; evidencialismo; Ludwik Fleck; COVID-19; conhecimento científico; coletivos de pensamentos.Resumo
A afirmação de que o conhecimento científico não pode ser analisado exaustivamente como um estado mental individual ganhou destaque na epistemologia social recente. Este artigo avança essa afirmação examinando casos empíricos e dialogando criticamente com uma proposta recente para reconciliar as duas principais concepções contemporâneas de justificação epistêmica: o confiabilismo e o evidencialismo. Defendo uma concepção de conhecimento como um estado epistêmico socialmente inserido, que se alinha com as intuições comuns nos casos em que os indivíduos não possuem o acesso justificatório exigido pela concepção clássica de conhecimento como crença verdadeira justificada. Com base na teoria dos coletivos de pensamento de Ludwik Fleck, examino as mudanças de posição em relação à eficácia das máscaras de tecido durante a pandemia de COVID-19 para ilustrar como o conhecimento científico é historicamente situado, dinamicamente mantido e circula bidirecionalmente entre comunidades esotéricas e exotérmicas. A discussão conclui com observações exploratórias sobre a dependência metafísica dos estados de conhecimento individuais em relação às suas contrapartes coletivas.
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