Regulação emocional e conjugalidade: vivência de pais com filhos internados em Unidade de Terapia Intensiva
DOI:
https://doi.org/10.4013/ctc.2019.121.14Resumo
O diagnóstico de uma doença grave e a hospitalização de uma criança é um evento estressor que mobiliza a família. Partindo disso, o presente estudo objetivou conhecer as estratégias cognitivas de regulação emocional (REC) de pais de pacientes cardiopatas internados em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIp) e investigar as repercussões do adoecimento e internação em sua conjugalidade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, da qual participaram cinco casais de pais de pacientes cardiopatas em UTIp. Foram aplicados individualmente uma Ficha de Dados Pessoais e Sociodemográficos, o Cognitive Emotion Regulation Questionnaire (CERQ) e uma Entrevista Semiestruturada. Os dados obtidos foram submetidos à Análise de Conteúdo. Dentre os resultados concernentes às estratégias de REC, pode-se destacar que, nos relatos paternos, evidenciou-se a tendência em silenciar seus temores às mães, assim como de não compartilhar emoções negativas, com a ressalva de estarem mais preparados para lidar com a situação. Quanto às repercussões da hospitalização, não houve consenso, sendo que alguns se percebem mais unidos, outros não notam modificações e alguns descrevem o impacto do distanciamento físico. No entanto, observa-se que, mesmo quando negativo, o impacto da hospitalização na conjugalidade não ganha importância, estando as preocupações dos pais centradas na criança.
Palavras-chave: regulação emocional; enfrentamento; conjugalidade.
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