O envolvimento ativista como parte do "renomear o vivivo": reflexões sobre experiências femininas pelos ativismos populares
DOI:
https://doi.org/10.4013/csu.2019.55.3.06Resumo
Este texto, fruto de pesquisa de doutorado desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFSCAR/ São Carlos/ SP, investiga a relação entre o envolvimento feminino em ativismos populares e os processos – individuais e coletivos – de nomeação de estranhamentos relacionados a subordinações sociais percebidas no cotidiano. A partir de interlocuções, ocorridas entre 2015 e 2017, com mulheres que, por diferentes formas e caminhos, passam/ passaram por experiências em práticas ativistas nas cidades de Campinas e São Paulo, percebeu-se que o envolvimento ativista pode ser parte de uma busca social por mapear e nomear angústias e insatisfações em relação a normatizações sociais que tecem o convívio nos espaços públicos e na família e naturalizam subordinações e violências. O exercício de “dialogar em público” sobre questões sociais, possibilitado nos encontros ativistas, coloca-se como uma possibilidade de nomear coletivamente sensações iniciais de não identificação a, principalmente, a dois reguladores presentes no contexto brasileiro de expansão da racionalidade neoliberal: os discursos/práticas de privatização do espaço público e o dispositivo familiar que centraliza na figura feminina a responsabilidade pelos cuidados domésticos e familiares.
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