Da orquestra ao audiovisual: traduções intersemióticas da ‘Pastoral’ de Beethoven

Cássio de Borba Lucas, Alexandre Rocha da Silva

Resumo


A temática deste artigo é o audiovisual de orquestra: de que forma os novos meios de imagem e som traduzem a música orquestral de Beethoven? O audiovisual de orquestra é caracterizado, em um primeiro momento, em suas relações intersemióticas, considerados os mecanismos de tradução e de transcriação implicados. Tais mecanismos são apreendidos no nível da norma, do intracódigo e da qualidade sincrônica. Os conceitos que essas categorias subsumem e a tipologia de traduções desenvolvida por Júlio Plaza (2008) fundamentaram a análise de um corpus formado por três versões audiovisuais da Sexta Sinfonia de Beethoven. A estas, constata- -se, correspondem três tipos de transcriação: Humphrey Burton traduz indicialmente a música realizada na sala de concertos pelo estabelecimento de contiguidades convencionais; Hugo Niebeling traduz iconicamente a música no audiovisual pela criação de relações de semelhança qualitativa entre a forma musical e a forma da orquestra; e Stephen Malinowski, por meio de uma série de codificações que regulam a distribuição topológica dos elementos visuais, engendra uma tradução simbólica à maneira daquela prenunciada por Michel Chion.

Palavras-chave: orquestra, audiovisual, tradução intersemiótica, transcriação.


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