Memória e afeto como estratégia de fidelização da audiência televisiva: o caso dos SBTistas

Autores

  • Rafael Barbosa Fialho Martins Graduado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa. Mestrando em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais, bolsista CAPES.
  • Hideide Aparecida Gomes de Brito Torres Possui graduação em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (2001) e graduação em Bacharel em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo (1999). Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2010). Doutoranda em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora, bolsista CAPES.

DOI:

https://doi.org/10.4013/ver.2014.28.69.05

Resumo

Como a emissora que não é a mais assistida pode ser a mais admirada? Essa indagação motivou este estudo a fi m de observar como se dá o processo de construção de identidades a partir do canal de televisão SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), emissora que guarda uma singular relação com seu público, o qual se assume como fã e se autointitula “SBTista”. Por meio da análise de entrevistas com representantes desse fenômeno, nota-se uma peculiar identificação surgida a partir não de um personagem ou de uma celebridade, mas em torno de uma emissora. A identidade SBTista aparece como hábito adquirido ainda na infância, capaz de contribuir para narrar a história de vida de indivíduos que hoje interagem com outros fãs na internet, configurando uma experiência comunitária com práticas próprias. Percebe-se que, no caso em questão, as manifestações de afeto estão fortemente ligadas à memória – do telespectador e do SBT, que investe nesta “amizade” com diversas estratégias.

Palavras-chave: SBT, memória, afeto, identidade.

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Publicado

2014-08-11

Edição

Seção

Dossiê: Os sujeitos das mídias