Memória e afeto como estratégia de fidelização da audiência televisiva: o caso dos SBTistas
DOI:
https://doi.org/10.4013/ver.2014.28.69.05Resumo
Como a emissora que não é a mais assistida pode ser a mais admirada? Essa indagação motivou este estudo a fi m de observar como se dá o processo de construção de identidades a partir do canal de televisão SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), emissora que guarda uma singular relação com seu público, o qual se assume como fã e se autointitula “SBTista”. Por meio da análise de entrevistas com representantes desse fenômeno, nota-se uma peculiar identificação surgida a partir não de um personagem ou de uma celebridade, mas em torno de uma emissora. A identidade SBTista aparece como hábito adquirido ainda na infância, capaz de contribuir para narrar a história de vida de indivíduos que hoje interagem com outros fãs na internet, configurando uma experiência comunitária com práticas próprias. Percebe-se que, no caso em questão, as manifestações de afeto estão fortemente ligadas à memória – do telespectador e do SBT, que investe nesta “amizade” com diversas estratégias.
Palavras-chave: SBT, memória, afeto, identidade.
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