Discursividades estéticas nas teorias da comunicação

Benjamim Picado

Resumo


O presente texto prolonga o exame que já vem se fazendo acerca das matrizes de uma discursividade estética nas teorias da comunicação: partindo agora de uma consideração crítica sobre o debate epistemológico nesta área, procura-se avaliar aqui os termos em que certas abordagens estéticas da comunicação nos auxiliam nos deslocamentos relativos aos parâmetros heurísticos da pesquisa em nosso campo. Como sintoma destes limites impostos a uma discursividade estética nas teorias da comunicação, tomamos o diálogo que Ciro Marcondes Filho e José Luiz Braga mantiveram sobre a definição do objeto da pesquisa em comunicação. E, em vista de uma suposta “virada estética” em certos ramos mais recentes destas teorias, propomos novos marcos desta discursividade teórica, assimilando a noção de “estético” aos domínios da experiência afetiva e sensorial, assim como nos corolários de sua essencial comunicabilidade e razoabilidade, no modo como o formulam autores como Herman Parret e Jean-François Lyotard.

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