A comunicação do cinema como ato de quebra, que nos força a pensar, a agir, a mudar

Ciro Marcondes Filho

Resumo


Diferente do cinema que apela para o sensório-motor, Gilles Deleuze aponta que o cinema óptico-sonoro nos proporciona o acesso a coisas poderosas demais, injustas demais, belas demais que nos forçam a pensar, que nos desviam dos clichês. Comunicação, para ele, assim como para a Nova Teoria, é quebra, é violência. Contestando as formas de politização de Eisenstein, Faure, Vertov e Gance, o filósofo francês nos coloca como autômatos espirituais, cuja função não é exatamente pensar, enquanto refletir, avaliar, mas se deixar embalar pelo efeito de embriaguês, em que se pensa o impensável, o pensamento exerce seu “impoder” e o choque nos leva ao limite.

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