Juventude rural, trabalho e identidade: a experiência de participação em empreendimento rural de Economia Solidária
DOI:
https://doi.org/10.4013/otra.2016.1018.06Resumen
Dados mostram que a juventude brasileira é a parcela da população que mais sofre desemprego e precarização das condições de trabalho, e a situação é mais grave quando focamos a juventude rural. Em paralelo, os empreendimentos econômicos da Economia Solidária são indicados como uma das alternativas para a geração de trabalho e renda para os jovens, caracterizando-se pela autogestão, cooperação, solidariedade e respeito ao meio ambiente. Frente a esse cenário, a presente pesquisa teve por objetivo compreender, tanto na visão dos pais quanto na dos jovens, seus filhos, como a participação em empreendimento rural de Economia Solidária pode se constituir em experiência transformadora de suas identidades, resultando ou não na visão deste ser um projeto de trabalho futuro para os jovens. Os participantes da pesquisa foram pais que compõem um empreendimento rural da Economia Solidária situado em Nova Tebas – Paraná e seus filhos, jovens com idade variando de 16 a 24 anos. Utilizando-se metodologia qualitativa, foram entrevistados cinco jovens e três pais, empregando-se entrevistas semiestruturadas. Como resultados, encontramos tanto os pais como os filhos considerando o empreendimento de Economia Solidária como alternativa de futuro para os jovens. A participação no empreendimento proporciona que se reconheçam como sujeitos ativos, com novas identidades e novas possibilidades de desenvolvimento, para os quais a permanência no campo é vista como uma opção e não apenas uma alternativa frente à inexistência de outras perspectivas. Ao proporcionar uma visão de futuro, de estabilidade e melhoria, o empreendimento é alvo de investimento, tanto objetivo quanto subjetivo, resultando em maior engajamento dos participantes.
Palavras-chave: identidade, Economia Solidária, juventude rural.
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