Pureza e desinteresse como distinção: as matemáticas entre engenheiros politécnicos na virada do século XIX para o XX

Rogério Monteiro

Resumo


Cruzando uma série de regulamentos que organizaram as escolas de engenharia brasileiras, especialmente as do Rio de Janeiro e de São Paulo, desde o Império até o fim da Primeira República, com uma análise dos discursos e das fotografias de alguns engenheiros ligados a essas instituições, defendo neste artigo que, embora a matemática fosse elemento fundamental de distinção dos engenheiros em relação aos advogados e médicos no Segundo Império, ela entrou em um processo de desprestígio entre engenheiros ao longo da Primeira República. A defesa das ciências puras e desinteressadas nas matemáticas foi então, nesse contexto, uma maneira de parte dos professores das áreas básicas fazerem frente ao problema. Argumento também nesse trabalho que a criação dos cursos de matemática e física nas universidades dos anos 1930, ou seja, dessas ciências como profissão autônoma em relação aos engenheiros, deu-se também como reação a esse processo.

Palavras-chave: matemáticas, engenheiros, distinção profissional, ciências puras.


Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.4013/htu.2018.224.03



ISSN: 2236-1782 - Melhor visualizado no Mozilla Firefox

Licença Creative Commons
Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional

São Leopoldo, RS. Av. Unisinos, 950. Bairro Cristo Rei, CEP: 93.022 -000. Atendimento Unisinos +55 (51) 3591 1122
Projeto gráfico: Jully Rodrigues
 
 
 
 
 
   
 
 
 
 
 
 
 
 

SCImago Journal & Country Rank Crossref Member Badge Crossref Similarity Check logo