Tina Modotti e Kati Horna, fotógrafas produtoras de duas imagens situadas entre a fotografia obrera e o humanismo

Erika Zerwes

Resumo


Este artigo coloca lado a lado a trajetória de duas fotógrafas envolvidas, de modos diferentes, com o movimento da fotografia obrera entre os anos de 1920 e 1930. Tina Modotti e Kati Horna nasceram na Europa, mas viveram vidas marcadas pela imigração, forçada ou não. Em momentos distintos, escolheram viver e trabalhar com fotografia no México. Ambas fotografaram mães amamentando seus filhos, Modotti no México, em 1927, e Horna na Espanha, em 1937. Acompanha-se, então, o caminho da representação da mãe nutriz, que sai do México pós-revolucionário para a Europa, que se vê face a face com o fascismo, e que depois retorna como refugiada ao México. Este é um caminho de intercâmbio de visualidades – de visualidades com características específicas. A cultura visual das vanguardas artísticas do entreguerras às quais estas fotógrafas estavam ligadas foi permeada de uma ação política, que pode ser representada, no trabalho delas, por estas mães. Assim, o objetivo deste artigo é investigar de quais modos as viagens destas fotógrafas e de suas imagens marcaram os intercâmbios que ajudaram a formar a fotografia humanista de meados do século XX, por meio do cotejamento da produção fotográfica delas com os movimentos da fotografia obrera e humanista.

Palavras-chave: Kati Horna, Tina Modotti, fotografia obrera, fotografia humanista, cultura visual.


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DOI: https://doi.org/10.4013/htu.2016.202.09



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