Formar, moralizar e disciplinar: relações entre patrões e operárias no cotidiano de fábricas têxteis de Minas Gerais

Irlen Antônio Gonçalves, Junia de Souza Lima

Resumo


O objetivo do artigo é refletir sobre a inserção das mulheres em fábricas têxteis mineiras na passagem do século XIX para o século XX e sua relação com a representação social que se tinha acerca da mulher, no período em questão. Para isso, analisa especialmente as correspondências escritas e recebidas pelos proprietários da Cia de Fiação e Tecidos Cedro e Cachoeira. O artigo realça que o trabalho feminino nas fábricas têxteis veio acompanhado de um processo educativo moralizador e disciplinador, que buscava educar e formar as operárias a partir de um modelo de feminino idealizado: trabalhadeiras, ordeiras, disciplinadas, asseadas, diligentes, virtuosas, obedientes, recatadas, bem comportadas e tementes a Deus, virtudes muito próximas da boa mãe, esposa e dona de casa dedicada e obediente. Por conclusão, vimos que as fábricas acabaram dando a sua contribuição para a educação feminina, segundo os papéis sociais que se esperavam delas, como já faziam outras instituições como a Igreja e a família. De igual modo, vimos que essas mulheres não ficaram passivas diante das condições do trabalho submisso e foram capazes também de algumas táticas de burla. 

Palavras-chave: educação, trabalho, mulher, indústria têxtil.


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DOI: https://doi.org/10.4013/htu.2012.162.06



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