Memória da Retirada e sucessão das gerações: do silêncio ao discurso ensurdecedor

Véronique Moulinie

Resumo


Na primavera de 1939, a Guerra Civil Espanhola, que, desde o verão de 1936, opõe franquistas e republicanos, está prestes a chegar ao fim. Fugindo do avanço das tropas de Franco, milhares de espanhóis cruzam os Pireneus em busca de refúgio no departamento dos Pyrénées-Orientales. Os homens serão confinados em campos e as mulheres, crianças e idosos em “refúgios”. No decorrer dos anos 2000, foram criadas muitas associações de descendentes de refugiados espanhóis, denunciando a muralha de silêncio que teria envolvido o êxodo de 1939 e multiplicando as atividades comemorativas (marcha da lembrança, inaugurações de estelas, exposições, etc.). No entanto, um olhar mais minucioso percebe que essas iniciativas não são tão pioneiras quanto pretendem ser. Muito antes delas, outros já haviam evocado esse episódio. Entre eles, os antigos combatentes da Guerra Civil Espanhola, muitas vezes organizados, também eles, em associações. Ora, passando, de certa forma, de pais para filhos, essa memória sofre mudanças, sutis mas importantes, e analisamos aqui a sua fonte e as suas consequências.

Palavras-chave: Guerra Civil Espanhola, êxodo, confi namento, memória.


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DOI: https://doi.org/10.4013/htu.2011.153.03



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