Resistência escrava e a abolição do comércio transatlântico de escravos para o Brasil em 1850

Dale T. Graden

Resumo


Existe um debate sobre as causas da cessação do comércio transatlântico de escravos para o Brasil em 1850. A “Escola Iluminista” de historiadores enfatiza a capacidade política dos estadistas brasileiros. Esta perspectiva minimiza a influência da resistência escrava nas decisões dos ministros de alto escalão no Rio de Janeiro. A “Escola Subalterna” vê a resistência escrava como um fator fundamental no fim permanente dos desembarques. Na sequência da Revolta dos Malês, em 1835, em Salvador, Bahia, a maior revolta urbana de escravos da história das Américas, muitos observadores pediram o fim do comércio escravista. Estes indivíduos enfatizavam que as contínuas importações representavam uma ameaça para o império. Este artigo propõe que a chegada de milhares de escravos africanos para o Brasil nas décadas de 1830 e 1840 gerou graves tensões sociais. A insegurança da elite e do povo era particularmente evidente nas cidades de Recife, Pernambuco, Salvador, Bahia e Rio de Janeiro. Diversos eventos contribuíram para a mudança de opinião entre as autoridades e as pessoas comuns no final da década de 1840. A presença da esquadra britânica nos portos e ao longo da costa brasileira elevou a resistência entre escravos e libertos. As revoltas de escravos, as conspirações de escravos, o medo da religião muçulmana e a desconfiança dos africanos libertos forçaram as autoridades a por um fim permanente ao tráfico de escravos.

Palavras-chave: comércio transatlântico de escravos, resistência escrava, Revolta dos Malês, libertos africanos.

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