VIDAS SECAS & PORTEIRA FECHADA: CONFLUÊNCIA DE OBRAS NO ROMANCE DE 30

Haidar Sidney Kichenski Chahine, Márcia Lopes Duarte

Resumo


Este trabalho analisa de forma comparativa as obras Vidas Secas e Porteira Fechada – de Graciliano Ramos e Cyro Martins –. Os aspectos abordados são: o tempo, o espaço e a sociedade. Além desses três tópicos centrais, a ambientação e a linguagem são abordadas de forma pontual. Bosi (2001), Gonzaga (2001) e Dimas (1994) – na área da literatura –, Netto (1990) e Chauí (2000) – na filosofia –, e Sodré (1987) – na história –, são alguns dos autores que deram o suporte à pesquisa realizada. Nessas duas obras, produzidas no período denominado Romance de 30 ou neorrealismo – segunda geração do modernismo –, analisamos a influência do meio político-social. Concluímos que os movimentos de esquerda (Partido Comunista), oriundos do marxismo, influenciaram as duas obras, e que, mesmo abordando espaços diferentes e usando diferentes estruturas sociais – dentro de um mesmo país –, abordam problemas agrários que eram comuns a todas as regiões do Brasil. Cyro Martins descreve a realidade do trabalhador rural do sul, enquanto Graciliano Ramos desenvolve sua obra em torno de trabalhadores rurais do nordeste. Tal conclusão nos permite defini-los como autores engajados.

Palavras-chave


Vidas Secas. Porteira Fechada. Romance de 30.Comunismo. Marxismo.

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DOI: https://doi.org/10.4013/4015



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