“Pode deixar rasgar?” Relação e subjetividade no cotidiano com bebês e livros na creche

Nazareth Salutto

Resumo


O que fazem os bebês com os livros? Que elementos desse artefato da cultura instigam o bebê a manuseá-lo, conhecê-lo? Quais podem ser modos possíveis de, no contexto da creche, acolher, compreender, ser cúmplice interessado das interações dos bebês com os livros? Essas e outras indagações permeiam as reflexões do presente artigo. O texto assume o bebê como pessoa (BUBER, 2003) e a dimensão subjetiva de sua constituição (WINNICOTT, 1990, 2012, 2014) no complexo processo de imersão na cultura. As análises e resultados da pesquisa revelam que bebês são pessoas de relação, que se engajam com tenacidade em suas descobertas. No encontro com os livros, a partir de intensa dinâmica que envolve corpo, gestos, ritmo, voz, subvertendo orientações pré-estabelecidas como sentar em roda para escutar história, têm interesses e projetos próprios que revelam caminhos para pertencer e participar das situações propostas no cotidiano da creche.


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