A (im)possibilidade de separação entre intencionalidade e fenomenalidade: reducionismo científico e fenomenologia frente ao problema da mente consciente

Rudinei Cogo Moor

Resumo


O artigo tem por objetivo fazer uma reconstrução teórica e imanente da discussão proposta na obra “a mente fenomenológicade Shaun Gallagher & Dan Zahavi sobre intencionalidade e fenomenalidade. Para tanto, inicia-se com uma verificação do modo como Chalmers aborda conceitualmente os termos fenomênico e psicológico e como trata a explicação redutiva realizada pelas ciências cognitivas sobre a mente consciente. Em seguida, ao lado deste exame, ver-se-á a elucidação que a fenomenologia dá ao conceito de intencionalidade, que remonta a Brentano, Husserl, Heidegger, Sartre até Merleau-Ponty, e como estes fenomenólogos compreendem a experiência consciente de modo irredutível e inseparável, considerando-a a partir da primeira pessoa e apontando para a interdependência entre mente e mundo. Por último, pretende-se refletir criticamente se o problema do reducionismo é devido ao déficit da intuição, que impossibilita a consciência de se mostrar numa autodoação originária, ou se isso é um pseudoproblema.

 


Palavras-chave


Consciência, Fenomenalidade, Intencionalidade, Reducionismo, Fenomenologia.

Referências


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