A “maturidade” para aprender a ler: contributos para uma reflexão

Inês Patrícia Rodrigues Ferraz, Fernanda Leopoldina Parente Viana, Margarida Maria Ferreira Diogo Dias Pocinho

Resumo


Neste estudo procura-se identificar o contributo das operações lógicas piagetianas (seriação, classificação e inclusão de classes), da consciência fonológica e do conhecimento das letras para a aprendizagem da leitura. Foi efetuado um estudo longitudinal, do final ano Pré-Escolar ao 2º ano de escolaridade, junto de uma amostra de 116 crianças, distribuídas por dois grupos: as que completavam 6 anos até o dia 15 de setembro do ano de matrícula e as que os completavam após esta data. No que diz respeito ao reconhecimento de palavras, no 1º ano a seriação surge como o melhor preditor, mas, no 2º ano, os melhores preditores foram a consciência fonológica e o conhecimento das letras. No que concerne à compreensão da leitura, a seriação e classificação foram os melhores preditores. Não se registraram diferenças de desempenho em leitura em função da idade, o que não confirma a hipótese de imaturidade avançada por muito professores.

Palavras-chave: preditores de leitura; maturidade para aprender a ler; consciência fonológica.

 


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DOI: https://doi.org/10.4013/cld2.020.181.01



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ISSN 2177-6202