Abordagens sintética e analítica na progressão gramatical em cursos de alemão como língua estrangeira

André Luiz Ming Garcia

Resumo


Neste trabalho, procura-se comparar os produtos do ensino-aprendizagem de alunos brasileiros de alemão como língua estrangeira que aprendem as orações relativas do alemão a partir das propostas de progressão de tópicos gramaticais sintética e analítica, assim como descritas por Wilkins. Parte-se de uma proposta de investigação híbrida, ao combinar elementos da pesquisa quantitativa aos da qualitativo- interpretativa, com base em arcabouços teóricos advindos da área de alemão como língua estrangeira e psicolinguística, entre outras. Para tal, realizaram-se coletas de dados junto a alunos que tiveram contato com as orações relativas alemãs em meio institucional, em que se adotavam livros didáticos com propostas distintas, a saber, studio d e Schritte International. Considera-se que o ensino de tópicos gramaticais em blocos, com a transmissão de grandes volumes de informação de uma só vez, como na abordagem analítica e mediante o emprego de Schritte, possa gerar uma sobrecarga da memória de trabalho dos alunos, enquanto que o ensino da gramática em fases ou ciclos, a partir da abordagem sintética, permita o depósito paulatino de informações na limitada memória de trabalho (e de curta duração). Isso possibilitaria que os dados se assentem na memória de longa duração e possam ser acessados quando do depósito de novos conteúdos relacionados. O trabalho e o experimento conduzido confirmam a hipótese inicial de que ambas as perspectivas, ao apresentarem seus bônus e ônus, conduzem a resultados semelhantes no processo de ensino-aprendizagem.

Palavras-chave: alemão como língua estrangeira, progressão de tópicos gramaticais, orações relativas, memória.


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DOI: https://doi.org/10.4013/cld.2018.161.07



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ISSN 2177-6202