O ensino da escrita visto pela ótica enunciativa: é possível ensinar uma ausência?

Autores

  • Magali Lopes Endruweit Professora do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
  • Paula Avila Nunes UFRGS

Resumo

Este texto discute a especificidade da enunciação escrita, derivada de nossa leitura e interpretação da obra de Émile Benveniste, tendo por escopo o ensino de língua portuguesa. Para tanto, aborda, em um primeiro momento, a perspectiva enunciativa da escrita com base em Dernières leçons (2012), livro que reúne anotações de Benveniste para as aulas que ministraria no Collége de France. Em um segundo momento, articula as noções discutidas com a proposta de Dufour (2000) sobre a trindade constitutiva da língua para, por fim, pensar a relação que estabelecem com o ensino de produção textual. A hipótese defendida é a de que a leitura, em sala de aula, dos textos produzidos por discentes se configura como um caminho intermediário para o entendimento das propriedades específicas dos aspectos de pessoa, tempo e espaço da enunciação escrita.

Palavras-chave: escrita, enunciação, ensino.

Biografia do Autor

Paula Avila Nunes, UFRGS

Doutora em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na área de Estudos da linguagem, especialidade Teorias do Texto e do Discurso. Atualmente, é pós-doutoranda na mesma instituição.

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Publicado

2013-08-29

Edição

Seção

Artigos