O debate sobre o falante nativo e não nativo: quais são os assuntos e quais os resultados?

John Robert Schmitz

Resumo


Neste trabalho examino as noções “falante nativo” e “falante não nativo”. Na primeira parte do artigo, resenho a bibliografi aespecializada sobre as referidas noções iniciadas por Coulmas (1981) numa coletânea, seguida por um debate com vários linguistas organizadopor Paikeday (1985) e também o livro de Davies (1991). Refiro-me a três artigos seminais publicados na revista Journal of Pragmatics nos quais vários especialistas renomados da Ásia e da África interagem com pesquisadores do Ocidente sobre o tema. Na segunda parte da apresentação, indico os resultados do debate que têm contribuído para a reavaliação da noção “falante não nativo” e que têm corrigido ou modificado as nossas ideias com respeito à noção bastante polêmica de “falante nativo”. A despeito da revisão crítica do termo, ele ainda resiste, mas é usado pelos especialistas com mais cuidado, isto é, desprovido de atribuição de privilégios. A nova postura é de interesse para as áreas d elinguística, linguística aplicada e também na área de Teaching English to Speakers of Other Languages (TESOL). Na última parte do trabalho, apresento, em primeiro lugar, uma narrativa pessoal sobre a noção e, em segundo lugar, avento as implicações dos resultados da controvérsia para uma política de ensino de inglês nos próximos anos. O meu objetivo é apresentar o desenvolvimento histórico sobre a complexidade do termo falante nativo na área dos estudos da linguagem. É por este motivo, não abordarei o tema com base em dados empíricos que bem poderia ser escopo de ainda outra reflexão.

Palavras-chave: falante nativo, falante não-nativo, replicação plena, replicação fracassada, ideologia língua padrão.


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ISSN 2177-6202