Bilingüismo aditivo por meio de política lingüística da família: estratégias, identidades e resultados interacionais

Kendall A. King, Aubrey Logan-Terry

Resumo


Este artigo apresenta dados de dois estudos de caso a respeito de como duas famílias praticam política lingüística com o objetivo de promover bilingüismo precoce e aditivo. O foco recai sobre a fala diária de cuidadores principais e suas estratégias interacionais. Nosso objetivo é oferecer insight e dados descritivos adicionais sobre como políticas lingüísticas familiares são estabelecidas, postas em prática e negociadas no ambiente familiar. Os resultados sugerem que o status da cuidadora (mãe versus babá) tem um papel importante na quantidade de fala, mas não necessariamente sobre a complexidade dessa fala. Todas as cuidadoras primárias (ou seja, ambas as mães e as babás) mantiveram-se fiéis a política lingüística abertamente estabelecida na família e evitaram usar inglês; em contraste, as crianças freqüentemente usaram inglês em suas interações com as cuidadoras. Em resposta ao não uso da língua alvo pelas crianças, o mais provável era que todas as cuidadoras continuavam a conversa na língua alvo. Contudo, as mães mais do que as babás expandiam e incorporavam o enunciado da criança não produzido na língua alvo em seus próprios turnos de fala. As babás, em contraste, tendiam a se engajar em ensino explícito ou prompting (no sentido de induzir a criança a falar). Esses resultados são discutidos em termos das oportunidades de aprender que a criança tem, mas também em termos de como os padrões de uso da linguagem pelas cuidadoras estava ligado a suas identidades dentro da família.

Palavras-chave: bilingüismo, política lingüística, aquisição de segunda língua pela criança.

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