Quando dizemos a mesma coisa de formas diferentes: sinonímia e alternância

Heronides Moura, Ana Luiza Bazzo

Resumo


Nesse artigo, revisitamos o conceito de sinonímia a fim de testar a hipótese defendida por Pinker (2008) de que duas formas sintáticas alternantes não podem ter o mesmo significado. Analisamos construções alternantes como pintar a parede/pintar na parede, pegar o livro/pegar no livro e tocar o vidro/tocar no vidro, com o objetivo de observar se o efeito holístico está de fato associado à forma transitiva direta. A conclusão é que a hipótese de Pinker (2008) não é confirmada pelos dados do português. Por fim, defendemos que uma teoria contextual da sinonímia explica melhor os dados analisados e que a construção gramatical e a escolha lexical são os dois fatores determinantes da sinonímia, sendo ambos intermediados pelo contexto.

Palavras-chave: sinonímia, cognição, alternâncias.

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DOI: https://doi.org/10.4013/459



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ISSN 2177-6202