ÁREA VERDE MÍNIMA PARA LOTEAMENTOS SUSTENTÁVEIS SEGUNDO O CICLO HIDROLÓGICO

Samuel João da Silveira, Francisco Henrique de Oliveira, Fernanda Simoni Schuch

Resumo


O desenvolvimento urbano sustentável enfrenta, na atualidade, uma série de desafios frente às ações antrópicas, tais como a manutenção da biodiversidade urbana, a promoção das condições de vida saudável e a manutenção da qualidade ambiental. As áreas verdes possuem um enorme potencial para vencer esses desafios, porque auxiliam na manutenção do ciclo hidrológico local. Nesse contexto, estudaram-se alguns cenários que fundamentaram a determinação do valor ideal (em percentagem) de área verde mínima a ser deixada em um loteamento situado em uma área urbana, para que ele seja sustentável quanto ao ciclo hidrológico local. Ressalta-se que algumas áreas verdes, como as de preservação permanente, já são exigidas pela legislação brasileira. No entanto, algumas situações, como os loteamentos em áreas urbanas, acabam por exigir uma percentagem de área verde aquém da mínima necessária, o que acarreta consequências danosas à população: alagamentos, enchentes, deslizamento de terras, etc. Assim, para se atingir o objetivo deste estudo, realizou-se uma pesquisa baseada no princípio do método Delphi, por meio do qual alguns especialistas foram questionados sobre o valor da área verde mínima que deve ser deixada nos loteamentos sustentáveis. O resultado da aplicação do método aponta que, para a implantação de um loteamento sustentável, é necessário deixar no mínimo 25% da área a ser loteada como área verde. Na sequência, buscando-se avaliar o impacto da adoção desse valor como referência junto aos loteamentos, nesse sentido, realizou-se um estudo de caso específico, aplicando-se a percentagem sugerida no projeto de um loteamento existente, e quantificaram-se os impactos de sua aplicação, seja pela condição da perda de área construída, seja pelo ganho de área permeável.

Palavras-chave: área verde, ciclo hidrológico local, loteamento sustentável, ocupação de solo, sustentabilidade de área urbana.

 


Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.4013/arq.2020.161.02



ISSN: 1808-5741 - Melhor visualizado no Mozilla Firefox

Licença Creative Commons
Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional [atualizado em abril/2016]

Av. Unisinos, 950. Bairro Cristo Rei, CEP 93022-750, São Leopoldo, RS. Atendimento Unisinos +55 (51) 3591 1122

Os croquis utilizados no banner (da esquerda para a direta): Pavilhão do Brasil na Expo 70 (Osaka, Japão) e Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) do arquiteto Paulo Mendes da Rocha©.

Projeto gráfico: Jully Rodrigues
 
 
 
 

SCImago Journal & Country Rank Crossref Member Badge Crossref Similarity Check logo