O desenho, o desenhar e o ensino da arquitectura através da corporalidade
DOI:
https://doi.org/10.4013/arq.2016.121.04Resumo
Este artigo é uma reflexão sobre o ensino do desenho e projecto arquitectónicos. Ele expõe a realidade do ocularcentrismo e a anulação, quase por completo, dos outros canais sensitivos, inclusivamente da visão háptica, tanto na actuação profissional arquitectónica como na académica. Apresenta dados das ciências cognitivas, abordando,nomeadamente, a importância dos neurónios espelho na problemáticae xposta, que questionam essa realidade e fundamentam a tese posteriorment edefendida. O corpo teórico dirige-se a questões relativas à existência do homem no mundo, à sua relação com o espaço e à sua percepção, evidenciando a corporalidade e a dualidade inseparável docorpo e do espaço na sua existência. Enfatiza a necessidade de transitar entre os estados consciente e inconsciente no processo criativo de que depende o processo projectual arquitectónico, revelando, simultaneamente,o papel fundamental do desenhar e do desenho neste universo. Oartigo estimula, assim, a reflexão sobre o desenho, o desenhar, o projecto arquitectónico e, em concreto, sobre o ensino desta profissão que, hoje,pouco atende às questões profundas do ser e do existir na sua vertente corporal. Apresenta exercícios realizados com base nesse corpo teórico.
Palavras-chave: desenho, desenhar, projecto arquitectónico, corporalidade,visão háptica, neurónios espelho, ensino.
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